Friday, August 12, 2005
Aconteceu
by Marcelo Tadday
(1992)
Faz quase uma semana
Que te vi pela última vez
Me acusando ferozmente
De ter perdido teu amor
Me chamando de demente
Sem esconder tua dor
Não sorri pros teus olhos
Nem chorei por você
Não matei tua mãe
Nem tentei te esquecer
Aconteceu
Me afoguei, sozinho,
Num mar de esperanças
Sumi dos teus olhos
Num deserto de lembranças
Chorei, mas não por você,
Morri, sem te ver.
Não sorri pros teus olhos
Nem chorei por mim
Não vi tua alma
Sofrendo sem mim
Aconteceu
(1992)
Faz quase uma semana
Que te vi pela última vez
Me acusando ferozmente
De ter perdido teu amor
Me chamando de demente
Sem esconder tua dor
Não sorri pros teus olhos
Nem chorei por você
Não matei tua mãe
Nem tentei te esquecer
Aconteceu
Me afoguei, sozinho,
Num mar de esperanças
Sumi dos teus olhos
Num deserto de lembranças
Chorei, mas não por você,
Morri, sem te ver.
Não sorri pros teus olhos
Nem chorei por mim
Não vi tua alma
Sofrendo sem mim
Aconteceu
Tuesday, August 09, 2005
Anoitecer em Porto Alegre
Saturday, August 06, 2005
Ler é preciso, vinhos também
A minha paixão pela leitura é anterior à paixão pela escrita. São, contudo, duas amantes generosas que, além de não exigirem exclusividade, uma cresce com a outra. Sou um privilegiado, por isso. Outro fator importante relacionado ao meu prazer com a literatura é justamente a língua portuguesa.
Já repararam com é belo o nosso idioma? E que uso maravilhoso pode ser feito dele? Poetas escreveram, desde Camões, obras primas de lirismo e bom uso do português. Oradores já despertaram as mais variadas emoções, levaram multidões às lágrimas apenas com o uso preciso de advérbios, pronomes e conjunções. O francês, o italiano e o espanhol são outras línguas que também são extremamente melódicas. O alemão, por outro lado e devido a minha ignorância , parece ser sisudo como um dia chuvoso de inverno.
Acredito que uma língua (um idioma) deve ser degustada como um bom vinho. Tem que ser apreciada em todas as suas características, avaliada quanto à estrutura e equilíbrio, se é bem encorpada, e quais as sensações que provoca no contato com nossas papilas gustativas. Ou ouvidos, se nos referimos à linguagem. Ela tem, assim como as uvas (vinho! vinho!), variações de espécie, que devem ser utilizadas em momentos distintos. Como quando preparamos um lombo de cordeiro e servimos um cabernet sauvignon. Ele tem que estar na temperatura correta, como uma mesóclise bem colocada, deve ser aberto trinta minutos antes para ele “respirar” e podermos apreciá-lo melhor, como quando fazemos silêncio para tomar fôlego e escolher a palavra mais adequada.
Assim como com a enofilia, quanto mais conhecemos o vernáculo, mais sabemos apreciar a beleza de certas palavras e expressões e utilizá-las melhor. O bom uso do português em situações sociais causa boa impressão, assim como uma carta bem escrita pode ter o poder de mudar vidas. Algumas são famosas, com a carta-testamento de Getúlio Vargas, para citar um só exemplo.
Mas não basta apenas falar corretamente. Se não houver conteúdo, por mais rebuscado que seja o discurso, não se chega a lugar algum.
Já repararam com é belo o nosso idioma? E que uso maravilhoso pode ser feito dele? Poetas escreveram, desde Camões, obras primas de lirismo e bom uso do português. Oradores já despertaram as mais variadas emoções, levaram multidões às lágrimas apenas com o uso preciso de advérbios, pronomes e conjunções. O francês, o italiano e o espanhol são outras línguas que também são extremamente melódicas. O alemão, por outro lado e devido a minha ignorância , parece ser sisudo como um dia chuvoso de inverno.
Acredito que uma língua (um idioma) deve ser degustada como um bom vinho. Tem que ser apreciada em todas as suas características, avaliada quanto à estrutura e equilíbrio, se é bem encorpada, e quais as sensações que provoca no contato com nossas papilas gustativas. Ou ouvidos, se nos referimos à linguagem. Ela tem, assim como as uvas (vinho! vinho!), variações de espécie, que devem ser utilizadas em momentos distintos. Como quando preparamos um lombo de cordeiro e servimos um cabernet sauvignon. Ele tem que estar na temperatura correta, como uma mesóclise bem colocada, deve ser aberto trinta minutos antes para ele “respirar” e podermos apreciá-lo melhor, como quando fazemos silêncio para tomar fôlego e escolher a palavra mais adequada.
Assim como com a enofilia, quanto mais conhecemos o vernáculo, mais sabemos apreciar a beleza de certas palavras e expressões e utilizá-las melhor. O bom uso do português em situações sociais causa boa impressão, assim como uma carta bem escrita pode ter o poder de mudar vidas. Algumas são famosas, com a carta-testamento de Getúlio Vargas, para citar um só exemplo.
Mas não basta apenas falar corretamente. Se não houver conteúdo, por mais rebuscado que seja o discurso, não se chega a lugar algum.
Tuesday, August 02, 2005
Eu conheço
